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23.5.08
Alegria
Aprisiona meu canto em tua alma
Sem me consultar
Embora eu tenha tecido
Dezenas de rendas para adornar
O nosso amor
Sem que o mundo tivesse me cobrado este ou aquele
Motivo
Era só o amor...
Intervalos vizinhos criam grande abismo de tempo
Preciso encontrar alguém ao relento,
Neste agora,
Para contar:
“Viu aquele amor por aí?”
Um segredo:
Essa coisa que se perdera era amor coisa alguma
Posto que amor é cativo uma vez que é nascido
E que nunca se apaga
Feito que é chama...
É dor só o que me resta
agora,
Esta dor que me faz pensar que o sempre
Foi criado de múltiplos pedacinhos de dores
De perder você
Toda vez.
E te ver indo embora.
Outrora eu pensara que a vida era alegria.
17.5.08
30.4.08
Outono II
Quando o orvalho deixado pelas chuvas inesperadas do outono,
Talvez em breve,
Secar
Alguém faça o tempo voltar
Pra revivermos e revivermos...
As manhãs com ar de tarde, manhãs de outono
Com tons tão elegantes em latência
Dias que passam incólumes
Guardados por toda nossa distância
No assoalho do armário
Dias invividos
Dias de imersão
Vontade de sair
Com medo de se molhar, dias esguios
Crianças na rede com respingo de água
Varanda vazia
Tarde tardia.
O outono.
Quando o orvalho deixado pelas chuvas inesperadas do outono,
Talvez em breve,
Secar
Alguém faça o tempo voltar
Pra revivermos e revivermos...
As manhãs com ar de tarde, manhãs de outono
Com tons tão elegantes em latência
Dias que passam incólumes
Guardados por toda nossa distância
No assoalho do armário
Dias invividos
Dias de imersão
Vontade de sair
Com medo de se molhar, dias esguios
Crianças na rede com respingo de água
Varanda vazia
Tarde tardia.
O outono.
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